quarta-feira, março 25, 2009

Histórias

Comecemos pelo inicio
e sigamos até ao fim
Contemos a história
com todos os seus pontos
com todos os seus cheiros e os sons que a criaram
incluindo quem lhe deu vida
Chamemos as coisas pelos nomes
Não devemos olvidar
o que nos causou dor
pelo contrário
a dor traz-nos a realidade
que nos absorve
e que permite a absolvição
Quando se sonha acordado
criamos histórias sobre histórias
e a fria realidade ajuda
a não perdermos o norte
a não nos perdermos
Contemos a história pelo inicio
o que nos trouxe aqui
as pulsões que nos carregam
até este ponto
Quem foi o quê?
Quem fez o quê?
Quem falou, quem calou
No fim quem sobreviveu para contar
Nem todas as histórias
têm um final feliz
Na verdade nem todas as histórias
são felizes
Algumas são bastante feias
sujas e mesquinhas
como a alma de quem as cria
Algumas são vazias e inócuas
fotocópias de tantas outras
a repetirem-se vezes e vezes sem conta
E depois existem as "nossas" histórias
as melhores, as mais geniais
as que se criam com amor
que se regam de carinho e amizade
e saudade
que se deixam repousar no tempo
e que se recuperam periodicamente
como quem revisita a casa onde nasceu
com quem regressa à terra
que lhe deu alma e vida
As histórias da nossa infância
que lemos vezes sem conta
As histórias da nossa adolescência
inconscientes e impulsivas
E as histórias de tempo indefinido
que não nos pertencem
mas sim ao tempo e ao lugar donde saíram
e onde deverão ficar..


@18/3

quinta-feira, março 19, 2009

Controlo

Anda meio mundo a controlar
a vida dos restantes
como se lhes assistisse esse direito
@ 18/03

domingo, março 01, 2009

Silêncios

Por vezes é melhor
não dizer nada
Dizer pouco ou nada
quer dizer muito ou quase tudo
Porque o silêncio
acalma-nos a alma
traz-nos paz
Porque se falarmos pode correr mal
Porque não sabemos como ou o que dizer
Nunca como agora
o pensar antes de falar fez tanto sentido
As pessoas que falam demais cansam-me
as pessoas que exibem exasperam-me
Que precioso o nosso cantinho
o poder caminhar pelas ruas
de mãos nos bolsos
a contemplar as luzes
e não ter que dizer nada
só ver e ouvir os sons que nos chegam
e sorrir
que preciosos aqueles que não precisam de festivais para viver
para saborear um simples momento
eu comigo ando
comigo falo
comigo me entendo
Não me peças para falar
Começam-me a faltar as palavras
os argumentos perspicazes que tanto adoras
as brincadeiras intermináveis que te fazem sorrir
Deixa-me ficar agora
aqui quieta
Deixa-me equilibrar
Respirar fundo
Não quero pensar
Não quero saber
Só quero caminhar
como se nada mais existisse
como se não houvesse relógios e pessoas
Fazes-me bem
Porque de tão cansada que estás
Queres falar tanto ou menos que eu
E porque não precisamos falar para saber
para compreender
que precisamos parar para equilibrar

As palavras pensadas
as imagens fabricadas de uma felicidade planeada
fazem-me sorrir

Como é que era mesmo?
Que perfeitas molduras com muita base e pouca vida
Deixemo-las viver os seus teatrinhos
esperando que um dia
nos deixem viver como gostamos

Cansada....

@16/02

Adeus

Dizem-me que te vais
e eu digo ainda bem
Acredito que te fará bem
Te fará crescer mais um pouco
E quem sabe libertares-te
de tudo o que trazes fechado
aí dentro
Sonhei-te eterno
Criei-te perfeitamente perfeito
Acreditei que eras tu
Mas na verdade
Enganei-me e enganei-te
Tu sempre foste tu
Igual a ti mesmo
Nunca quiseste ser mais
Foi curto o engano
Mas deixaste as tuas marcas em mim
Assim como deixei algo de mim em ti
Desejo que deixes
os teus fantasmas para trás
E que sejas o alguém de quem te deseje como és.

@14/2

domingo, novembro 30, 2008

Auto-Retratos

Perguntam-me porque tiro tantos auto-retratos
Riem-se com a minha suposta vaidade
E eu encolho os ombros e sorrio
Se eles soubessem
Se por um instante suspeitassem da verdade
ficariam em pânico
Como se diz aos nossos anjos que nos estamos a perder
Como se explica a quem gosta de nós
que fazemos auto-retratos para não nos esquecermos
de quem somos
de quem fomos um dia
Não é fácil
Sei que caminho por uma linha ténue entre a lucidez e a confusão
Sei que por vezes me esqueço de quem sou
e onde estou
Vejo-me ao espelho e não sei de quem é esse rosto
que me olha de volta
Sou eu, e mais alguém dentro de mim
Eu não me quero esquecer de mim
E para isso preciso perpetuar momentos
Guardar recordações e memórias
sob a forma de retratos
Para me segurar a esse fio
cada vez mais fino que me mantem
deixem-me ficar com o que posso
antes que tudo se acabe
antes que se vão de mim
os sons, as cores, os gostos
tão meus
a minha vontade
Se vos contasse o pânico e a dor
que por vezes carrego
Achar-me-iam louca?
Se vos dissesse que me esqueço
de ser e de viver
Deixariam de me falar?
Não tenho o direito de vos fazer ficar
por isso deixem-me tirar retratos
deixem-me guardar imagens, memórias
Do que fiz
Do que vivi
Do que sou
e um dia do que fui

@12 Nov 08

sexta-feira, novembro 14, 2008

Por vezes

Por vezes quando a pele pede
A mente bloqueia e tenta esquecer
O contrário significaria
Algo muito interessante
Mas extremamente ruinoso para nós

@12/11

segunda-feira, outubro 27, 2008

to forgive or to forget

Within us
It’s the capacity to forgive or to forget
Can you have them both?
For those who forgive
There’s a simple question
Do we forget?
Do we really forget?
Or we just don’t care anymore
For those who forget
It’s easier
Simplicity over peace
Lay down your arms
And stop…to think
And maybe continue one day


@24/10

segunda-feira, outubro 20, 2008

Um caso mais

Damos porque queremos receber
Mesmo quando temos a certeza
que damos por dar
inconscientemente queremos receber
E quando damos alegria
esperamos receber um sorriso
uma gargalhada
é inevitável
E quando damos um carinho
esperamos receber outro em troca
Porque sim
Porque é essa a nossa identidade
Há quem diga que sou fria
e que não me dou
Mas aprendi que não podemos dar muito
Porque a apetência de dar algo
a alguém não dura para sempre
O tempo, o momento, o lugar
mudam e com isso muda o desejo
a vontade e as pessoas a quem dar
Tenho verdadeira adoração pelos meus amigos
Mas tenho consciência que para me manter lúcida
Não posso dar de mais
Quem dá de mais
fica vazio, oco
Perde-se nos intercâmbios
e depois temos o problema de dar
Existe uma leveza das pessoas em dar
Quase uma leviandade
Dão muito mas que é na realidade muito pouco quando pesado
Porque dão o que não importa
o que não conta
Da minha alma para a tua
diz-me o que te posso dar que não tenhas já?
Enquanto for um bom dia
está combinado
Enquanto for um Olá
Por mim perfeito
Mas se me pedes sentimento e emoção
esquece lá isso
Porque quando damos
estupidamente as pessoas querem mais
e ou enchemos as pessoas e elas vão embora
ou não damos mais
e elas vão embora na mesma

Pobres daqueles que nunca se satisfazem com o que têm...

@17/10




Manufacture

Podemos fabricar tudo
menos os sonhos

sonhamos livremente
o que queremos
e o que não queremos
Podemos fabricar palavras
Acções
mas não os pensamentos
as emoções que nos fluem
as lágrimas que nos caem
quando tentamos sorrir
Eu sei que tudo vai ficar bem
tem que ficar bem
Nada dura para sempre
Nem o bem
nem o mal
Fabricamos, construímos
pedaços de vida
embalados em sensações
Caminhamos pela dita
sozinhos
na esperança
que alguém lá ao fundo
nos encontre
e nos acompanhe
Fabricamos comportamentos
Porque têm que ser
Porque é o que se espera de nós
E nós à espera de viver
Substituímos a peças
os amigos
os lugares
Tudo para continuarmos a construir
a fabricar a realidade
vinda dos sonhos
do inconsciente onde nos refugiamos
Quem disse que não custava
estava a ser irónico, no mínimo
Ás vezes apetece desistir
Destruir todos os castelos
que construímos por aí
mandar tudo pelos ares
e começar de novo
Mas teremos nós o direito
de decidir pelos outros
de os substituir só porque
nós queremos andar
e eles parar
Podemos nós mandar fora as pedras
que um dia erguemos e construíram um castelo
onde fomos felizes
Podemos mesmo desperdiçar
Deitar fora o tempo "perdido"
com esses seres
É que o tempo não se fabrica
não se constrói
e é escasso
muito escasso...

@17/10

Cansei

Cansei de ficar cansada
De ficar parada à espera
de aguardar
Quem? Como? Porquê?
De que vale a pena...
Cansei de ouvir
Sempre as mesmas conversas
De escutar sempre as mesmas desculpas
Cansei de compreender
Cansei de entender o ridículo
Não me apetece falar
Não me apetece ouvir
Só me apetece ir
Ir, desaparecer
Falar comigo sobre mim
Dizer-me que não estou errada
Por não querer parar
Por não aceitar a doença nem a dor
Por recusar a passividade
que conduz à "imbecilidade"
Já não suporto mais
as pessoas, os lugares
e nem tento disfarçar
para quê?
Para aceitar a cobardia
Para aceitar que as pessoas não são o que aparentam ser
Não sou mais forte
Não sou melhor
Simplesmente recuso-me a parar
a deixar a vida passar-me ao lado
com ou sem amigos
não vou parar
não vou perder o melhor
para me lembrar do pior
Se tenho dores?
sim tenho muitas dores
e muitos dias apetece-me chorar
e isso por acaso vai fazer passar mais rápido?
Desculpem a frieza
Para alguns será crueldade
Mas dos "fracos" não reza a história
e eu gosto de uma boa história
e quero vive-la

@17/10


segunda-feira, julho 14, 2008

Parei e perguntei

Parei e perguntei
a quem passava
recebi o silêncio como resposta
Parei e olhei o céu
perguntei
e ele nada respondeu
continuei na senda frenética
parando e perguntado
sempre
nunca recebi resposta
Talvez porque existem coisas
que não têm resposta
que não têm razão de ser
simplesmente acontecem
Engolimos a injustiça ou lutamos?
Baixamos os braços ou refutamos?
Andei mais um pouco
e perguntei de novo
De novo o silêncio foi a resposta
Quem sabe se algum dia
alguém responderá
Talvez um dia deixe de perguntar
Mas nunca deixarei de querer saber
Simplesmente não perguntarei mais...

@10/07/08

Os anjos também tropeçam

Sabes que às vezes os anjos também tropeçam
e caem
magoam-se e choram
sentem a dor mais que qualquer outro mortal
Mas são anjos
e logo se levantam
sacodem o pó das roupas
e começam
recomeçam a andar
passo a passo primeiro
voltando aos poucos
a ganhar a confiança
que lhes permitirá correr
pular, e até voar
abrindo novamente as suas asas
e embalando-nos a todos
no seu teu regaço
como sempre fizeste
como sempre o farás
tu és o nosso anjo
ferido e perdido
com raiva do mundo
à pergunta porquê eu?
talvez porque sim
mas talvez porque és especial
és única
um anjo
e às vezes os anjos também caem
Mas nunca nunca desistem
e nós sabemos disso

gosto muito de ti meu anjo

@10/07/08

sábado, julho 05, 2008

O concerto que não era um concerto

Mas sim um encontro de amigos
simples desconhecidos
percorrendo o pavilhão
para a frente e para trás
numa grande comunidade
improvisada

Os erros de casting pagam-se caros
neste caso o local
o concerto em si nunca deveria ser no pavilhão
ou em qualquer outro recinto fechado

Quando se canta sobre as estrelas, e o mar
e a liberdade de sermos nós
não se pode simplesmente
compactar e "isolar"
os significados
o simbolismo

Para um concerto ideal
Existe a musica
o local
as pessoas
e daí cria-se o momento

O concerto foi assim
o concerto ideal no local errado
e com as pessoas erradas
Por muito que se deva agradecer o esforço
Pessoas e concertos são por vezes incompatíveis
e devemos aceitar tal

E assim o concerto
passou de ídilico a bom
e sentimos o tempo a passar
e o momento a percepcionar
acaba por não ser concretizado
nem verdadeiramente sentido

Há noites assim...

@26/6

Espelho

Dizem-me que todos nós
somos o espelho uns dos outros
e eu interrogo-me
Será mesmo assim?
Teremos todos dentro de nós
as mesmas percepções,
as mesmas visões do que fizemos
e do que queremos fazer
Saberemos todos nós
que nos movimentamos com os mesmos passos;
impulsionados pelos driver's que pulsam em nós
orientados pela pele e pelo sabor
pelo olhar e pelo cheiro
Podemos ser o espelho uns dos outros
mas tem que ser bem lá no fundo
no que se encontra escondido
para além da nossa memória
E que só surge quando chamado para
uma memória colectiva
onde tentamos desesperadamente encontrarmo-nos
e encontrar aquilo que deixámos lá atrás...
a nossa inocência
o acreditar que todos somos boas pessoas sempre
e que não anda meio mundo a passar por cima
dos restantes

@23/6

Cansaço

Quando nos cansamos é mau
Quando nos cansamos das pessoas pior ainda
Estou cansada das pessoas que me rodeiam
da patetice e do vazio inerente a estas
Não são todas, existem aquelas que façam o que fizerem
vou gostar sempre delas
vou querer ouvi-las sempre
e estar com elas a cada momento
Mas tirando essas, não consigo já disfarçar
o tédio que me causam
esses seres vazios e pedantes
que passam pela vida de forma abstracta
com o único intuito de se arrastarem
ao longo dos anos sem quererem saber mais
aprender, ouvir, escutar
conhecer o que está para além da sua vida pequena e fechada
Fecham os olhos ao que é diferente
Criticam outros por o serem
E não consigo compreender
Não consigo entender o que leva a minha geração
a não ser
a não viver

@23/6

um dia produtivo

Na vida de todos nós
existem pessoas que passam
mas ao sair deixam em nós
um bocadinho deles
Existem aqueles que fazem tudo por nós
mesmo que seja para nos nos sentirmos culpados no fim
para nos cobrarem no momento seguinte
Existem os que passam, ficam para um café
e depois desaparecem deixando boas ou más recordações
mas apenas isso recordações
memórias de momentos soltos no tempo
E os outros aqueles que chegam,
ficam, perdem-se e voltamo-los a encontrar
para nunca mais os perder
porque nos fazem falta
porque temos saudades
de falar sem nada dizer
de trocar as lágrimas pelos sorrisos
de rir sem razão
e de acreditar que nunca nada nem ninguém
nos deixará cair e afastar para longe
os nossos sonhos

@23/6

domingo, abril 13, 2008

We'll never stand alone again

Do we really?
Nunca mais ficaremos sozinhos
Não precisaremos de paz e de calma
de nós próprios
para crescer, para aprender
Não precisaremos nós
de ficar connosco
para sentirmos, para sabermos
Odiamos a solidão
porque não suportamos ouvir a nossa voz
Será?
Ou será a ambiguidade do dilema
A dualidade de sensações
Que nos leva a querer ficar sós
e ao mesmo tempo acompanhados
Uma coisa é verdade
O ser humano é extraordinário
Habitua-se a tudo
Acostuma-se com uma facilidade incalculável
a viver
a sobreviver
nas mais agrestes condições
Depois de estarmos sozinhos
Quereremos abdicar do nosso espaço
do nosso tempo
Para ficar com alguém?
É possível
porque nos habituamos e voltamos a rever
os parâmetros
Toda a teoria
Toda a disciplina
que nos guia e nos faz guiar

We'll never walk alone
never again

@11/04

freeze

Freeze a moment
when you can't get out
Breathe the moment
You'll never want to forget

Fontes

Existem palavras que ferem
Existem palavras que aliviam
Que nos fazem sorrir
Que nos fazem odiar
Palavras atrás de palavras
Percorremos o diálogo
Como que esperando
aguardando o tempo certo
para dizer aquela palavra
para "responder à letra"
Numa escalada inconsequente
que nos leva ao inferno
ou nos conduz ao céu
de qualquer forma
respondemos sempre
mesmo mentalmente
não deixamos de responder
de justificar
Porque somos os que somos
E o mais importante
porque gostamos de ser assim
e não queremos mudar
não queremos que nos mudem
E chocamos com a intolerância
e a incompreensão
de quem acha que tem razão
de quem se julga dono e senhor
de quem não gosta de ser quem é
Mas não consegue mudar
Caríssimos
Mudem vão ver que não custa nada
Quanto a mim
esqueçam-me
porque não vou mudar
não quero
não preciso
Sou tudo e mais alguma coisa
por mim perfeito
Não justifico
o meu ser
o meu saber
E de volta às palavras
E às fontes
As fontes são do pior
de palavra em palavra
novamente na dança do diálogo
subindo e descendo
as emoções
as percepções
on and on and on

@ 08/04

quinta-feira, março 13, 2008

Sweet 30...afinal nem todos chegam lá


Alguém próximo de mim
Ao relembrar a proximidade do meu aniversário
E da chegada dos “intas”
Escreveu “Sweet 30...afinal todos chegam lá”
E nesse instante pela minha mente
Passaram vários rostos, vários sentimentos
E percebi que não era assim
Live fast, die young
Quantos de nós gostaríamos
De ter coragem para seguir
Na íntegra esse apelo associado à natureza humana
Alguns de nós
Infelizmente para os que ficam
Felizmente para os que foram
Conseguiram-no
E afinal nem todos chegam lá
A esses a minha sentida homenagem
Porque beberam cada segundo
Respiraram cada minuto
Como se fosse o último
Até ao fim
Depois existem os outros
Os que por cá continuam
Mas que saíram da nossa vida
Tal como entraram
Nas passagens das fases
Na evolução do ser
As pessoas vão entrando e saindo
Da nossa vida
Atraídas por outros lugares
Por outros sons
Quando paro
Nas raras vezes em que o faço
Sinto pena
Reconheço algum vazio
De pessoas que foram importantes
E a falta que ainda hoje
Elas me fazem
30 anos, 30 amigos
Nem por isso
Amigo é algo tão raro
Tão único
Que ter 30 amigos
É sempre de desconfiar
Mas sim gostaria
De ter aquelas 4/5 pessoas
Com quem cresci
Com quem aprendi
E isso sim
Seriam uns sweet 30

@07/03