domingo, abril 13, 2008

We'll never stand alone again

Do we really?
Nunca mais ficaremos sozinhos
Não precisaremos de paz e de calma
de nós próprios
para crescer, para aprender
Não precisaremos nós
de ficar connosco
para sentirmos, para sabermos
Odiamos a solidão
porque não suportamos ouvir a nossa voz
Será?
Ou será a ambiguidade do dilema
A dualidade de sensações
Que nos leva a querer ficar sós
e ao mesmo tempo acompanhados
Uma coisa é verdade
O ser humano é extraordinário
Habitua-se a tudo
Acostuma-se com uma facilidade incalculável
a viver
a sobreviver
nas mais agrestes condições
Depois de estarmos sozinhos
Quereremos abdicar do nosso espaço
do nosso tempo
Para ficar com alguém?
É possível
porque nos habituamos e voltamos a rever
os parâmetros
Toda a teoria
Toda a disciplina
que nos guia e nos faz guiar

We'll never walk alone
never again

@11/04

freeze

Freeze a moment
when you can't get out
Breathe the moment
You'll never want to forget

Fontes

Existem palavras que ferem
Existem palavras que aliviam
Que nos fazem sorrir
Que nos fazem odiar
Palavras atrás de palavras
Percorremos o diálogo
Como que esperando
aguardando o tempo certo
para dizer aquela palavra
para "responder à letra"
Numa escalada inconsequente
que nos leva ao inferno
ou nos conduz ao céu
de qualquer forma
respondemos sempre
mesmo mentalmente
não deixamos de responder
de justificar
Porque somos os que somos
E o mais importante
porque gostamos de ser assim
e não queremos mudar
não queremos que nos mudem
E chocamos com a intolerância
e a incompreensão
de quem acha que tem razão
de quem se julga dono e senhor
de quem não gosta de ser quem é
Mas não consegue mudar
Caríssimos
Mudem vão ver que não custa nada
Quanto a mim
esqueçam-me
porque não vou mudar
não quero
não preciso
Sou tudo e mais alguma coisa
por mim perfeito
Não justifico
o meu ser
o meu saber
E de volta às palavras
E às fontes
As fontes são do pior
de palavra em palavra
novamente na dança do diálogo
subindo e descendo
as emoções
as percepções
on and on and on

@ 08/04