nunca, nada, de ninguém
nunca o saberemos
nada podemos fazer
não somos de ninguém
espiritos livres
errantes
caminhamos por terra, água e mar
viajamos com a luz, o som, a cor
traduzimos os silêncios em palavras
as palavras em histórias
as histórias em sonhos
e criamos um mundo
nunca pararemos
nada nos prende
de ninguém somos
queremos o conhecimento
desejamos o saber
para antevermos o futuro
saber o amanhã
seria fácil demais para todos nós
permitiria nunca errar
criando assim o maior erro de todos
a perfeição
nunca saberemos
nada dura para sempre
ninguém pode ser muita gente
sexta-feira, junho 19, 2009
nunca, nada, de ninguém
sentidos
quando todos os nossos sentidos
nos dizem que algo é assim
então muito provavelmente temos razão
mesmo que outros o neguem
mesmo que amuem
são os pormenores que traem
sempre
são os silêncios, as meias palavras, o esconde esconde
que revelam mais do que gostarias
são eles que me dizem de ti
aquilo que não revelas
e no fim tentas disfarçar
pode dar jeito agora
mas não vai durar para sempre
e no fim não resulta em nada de bom...
quinta-feira, junho 18, 2009
perdi-me no calor
sinto-me sufocada
angustiada
perdi-me no meio deste calor
não consigo respirar
quero voltar à tona
e sinto-me puxada para baixo
para não pensar tanto perdi-me
e agora não me consigo achar
quero gritar mas não consigo
falo demais
rio demais
esforço-me demais
para manter a naturalidade das coisas
como se tudo estivesse igual
quando se avança por certos caminhos
nada fica igual
simplesmente não é possível
tu já não me reconheces
como podias
se quando penso nisso
nem eu sei quem sou
tantos anos depois
voltamos ao ínicio
e ao mesmo tempo ao fim
afinal eu tinha razão
nada dura para sempre
por muito esforço que as pessoas depositem
é a coragem de arriscar ou não
que nos divide
que nos separa
daqueles que passando no mesmo caminho optaram
daqueles que erraram mas com a certeza de que o fizeram
porque tinha que ser assim
daqueles que acertaram e criaram um sonho
o seu sonho
a realidade nunca é boa
quando o é
simplesmente desconfiamos
achamos que é sonho, ilusão
nunca, nada, de ninguém
angustiada
perdi-me no meio deste calor
não consigo respirar
quero voltar à tona
e sinto-me puxada para baixo
para não pensar tanto perdi-me
e agora não me consigo achar
quero gritar mas não consigo
falo demais
rio demais
esforço-me demais
para manter a naturalidade das coisas
como se tudo estivesse igual
quando se avança por certos caminhos
nada fica igual
simplesmente não é possível
tu já não me reconheces
como podias
se quando penso nisso
nem eu sei quem sou
tantos anos depois
voltamos ao ínicio
e ao mesmo tempo ao fim
afinal eu tinha razão
nada dura para sempre
por muito esforço que as pessoas depositem
é a coragem de arriscar ou não
que nos divide
que nos separa
daqueles que passando no mesmo caminho optaram
daqueles que erraram mas com a certeza de que o fizeram
porque tinha que ser assim
daqueles que acertaram e criaram um sonho
o seu sonho
a realidade nunca é boa
quando o é
simplesmente desconfiamos
achamos que é sonho, ilusão
nunca, nada, de ninguém
terça-feira, junho 02, 2009
demais
descobri que não vale a pena
se falo muito as pessoas não escutam
se não falo as pessoas ignoram
tento mostrar aquilo que sou
tento dar aquilo que posso
mas mais não posso dar
já dei tudo o que podia
dar mais corro o risco de me perder
e no entanto dar muito ou pouco
vale o mesmo para o caso
compreendem melhor os que estão longe
os que não esqueceram
do que aqueles que chegando agora
vão ficando sem saberem
o que se passa
é sempre nos pormenores que as pessoas se traem
como me disse esta semana um amigo chegado
as pessoas estão sempre a observar
para poderem depois utilizar esse poder
essa informação em seu benefício
e também eu observo
muito
também eu pergunto
e questiono
para perceber onde estamos
e para onde queremos ir
e sempre que chego a uma conclusão
afinal não o é
porque certezas não há
a não ser o que nos vai na alma
e que guardamos da vista dos outros
acordo e sorrio
deito e choro
das profundezas do mar ao pico da montanha mais alta
da alegria as lágrimas em 5 segundos
e no entanto há quem perceba quem entenda
o que eu quero
o que eu sempre quis
se calhar só eu é que não sei o que é
se calhar estou cansada
se falo muito as pessoas não escutam
se não falo as pessoas ignoram
tento mostrar aquilo que sou
tento dar aquilo que posso
mas mais não posso dar
já dei tudo o que podia
dar mais corro o risco de me perder
e no entanto dar muito ou pouco
vale o mesmo para o caso
compreendem melhor os que estão longe
os que não esqueceram
do que aqueles que chegando agora
vão ficando sem saberem
o que se passa
é sempre nos pormenores que as pessoas se traem
como me disse esta semana um amigo chegado
as pessoas estão sempre a observar
para poderem depois utilizar esse poder
essa informação em seu benefício
e também eu observo
muito
também eu pergunto
e questiono
para perceber onde estamos
e para onde queremos ir
e sempre que chego a uma conclusão
afinal não o é
porque certezas não há
a não ser o que nos vai na alma
e que guardamos da vista dos outros
acordo e sorrio
deito e choro
das profundezas do mar ao pico da montanha mais alta
da alegria as lágrimas em 5 segundos
e no entanto há quem perceba quem entenda
o que eu quero
o que eu sempre quis
se calhar só eu é que não sei o que é
se calhar estou cansada
segunda-feira, junho 01, 2009
Um dia
esqueço-me que não posso sonhar demais
porque o que existe não é igual ao sonhado
porque quero saltar mais do que o possível
esqueço-me que não tenho asas
para voar
e caio
e doi
e volto a levantar-me
para fingir que está tudo bem
um sorriso no rosto
e piadas de circunstância
e odeio-me por ser assim
por querer voar alto demias
por querer
por construir castelos
a escuridão ultrapassa a luz
e espera por ela escondida
espera pelo momento certo para a tapar
um dia vou aprender
vou ter asas mas não vou querer voar
um dia vou aprender
a sonhar mais pequeno
mais perto do chão
vou desistir de andar por ai a construir castelos
nesse dia perderei o brilho do olhar
mas também não haverá mais lágrimas
e morrerei para mim
existirei apenas
para os outros
e todos eles serão felizes
porque o que existe não é igual ao sonhado
porque quero saltar mais do que o possível
esqueço-me que não tenho asas
para voar
e caio
e doi
e volto a levantar-me
para fingir que está tudo bem
um sorriso no rosto
e piadas de circunstância
e odeio-me por ser assim
por querer voar alto demias
por querer
por construir castelos
a escuridão ultrapassa a luz
e espera por ela escondida
espera pelo momento certo para a tapar
um dia vou aprender
vou ter asas mas não vou querer voar
um dia vou aprender
a sonhar mais pequeno
mais perto do chão
vou desistir de andar por ai a construir castelos
nesse dia perderei o brilho do olhar
mas também não haverá mais lágrimas
e morrerei para mim
existirei apenas
para os outros
e todos eles serão felizes
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