Comecemos pelo inicio
e sigamos até ao fim
Contemos a história
com todos os seus pontos
com todos os seus cheiros e os sons que a criaram
incluindo quem lhe deu vida
Chamemos as coisas pelos nomes
Não devemos olvidar
o que nos causou dor
pelo contrário
a dor traz-nos a realidade
que nos absorve
e que permite a absolvição
Quando se sonha acordado
criamos histórias sobre histórias
e a fria realidade ajuda
a não perdermos o norte
a não nos perdermos
Contemos a história pelo inicio
o que nos trouxe aqui
as pulsões que nos carregam
até este ponto
Quem foi o quê?
Quem fez o quê?
Quem falou, quem calou
No fim quem sobreviveu para contar
Nem todas as histórias
têm um final feliz
Na verdade nem todas as histórias
são felizes
Algumas são bastante feias
sujas e mesquinhas
como a alma de quem as cria
Algumas são vazias e inócuas
fotocópias de tantas outras
a repetirem-se vezes e vezes sem conta
E depois existem as "nossas" histórias
as melhores, as mais geniais
as que se criam com amor
que se regam de carinho e amizade
e saudade
que se deixam repousar no tempo
e que se recuperam periodicamente
como quem revisita a casa onde nasceu
com quem regressa à terra
que lhe deu alma e vida
As histórias da nossa infância
que lemos vezes sem conta
As histórias da nossa adolescência
inconscientes e impulsivas
E as histórias de tempo indefinido
que não nos pertencem
mas sim ao tempo e ao lugar donde saíram
e onde deverão ficar..
@18/3
quarta-feira, março 25, 2009
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário